INVESTIGAÇÃO

PF investiga indícios de fraude em operação do BRB com Banco Master

Testemunhas relatam falhas internas apontadas antes da negociação
Por Redação 06/04/2026 - 20:01
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Joédson Alves/Agência Brasil
Investigação apura compra bilionária de carteiras de crédito do Banco Master
Investigação apura compra bilionária de carteiras de crédito do Banco Master

A Polícia Federal colheu depoimentos de funcionários do Banco de Brasília no inquérito que investiga a compra de carteiras de crédito do Banco Master. Segundo informações divulgadas pelo g1 nesta segunda-feira, 6, os relatos apontam indícios de fraude intencional na operação.

De acordo com a reportagem, os servidores foram ouvidos como testemunhas e não são investigados no caso. Eles participaram de auditorias internas que identificaram falhas na aquisição das carteiras de crédito.

Nos depoimentos, os funcionários afirmaram que problemas posteriormente apontados pelo Banco Central do Brasil já haviam sido identificados internamente. Segundo os relatos, mecanismos de controle e segurança foram sugeridos, mas não teriam sido adotados pelo então diretor de Finanças e Controladoria do BRB, Dario Oswaldo de Garcia Junior.


Para investigadores, a ausência desses procedimentos pode enfraquecer a hipótese de erro administrativo e reforçar a linha de investigação sobre possível fraude.

Ainda conforme o g1, Dario Oswaldo de Garcia Junior já prestou depoimento à Polícia Federal. Ele afirmou que não tinha conhecimento detalhado sobre a operação, que envolveu cerca de R$ 12 bilhões na compra de carteiras de crédito sem lastro do Banco Master.

O ex-diretor também declarou que não entende como o banco adquiriu um volume elevado de créditos considerados problemáticos.

Após a revelação do caso, o BRB promoveu mudanças em sua diretoria e Dario deixou o cargo. Ele também foi afastado judicialmente em novembro do ano passado.

Na decisão, o juiz Ricardo Leite citou indícios de gestão fraudulenta e possível associação criminosa ligados à tentativa de salvamento do Banco Master.

O caso começou a tramitar na primeira instância da Justiça Federal do Distrito Federal e posteriormente foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal.

A defesa do ex-diretor foi procurada, mas, segundo o g1, não havia se manifestado até a última atualização da reportagem.

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